Governador do Rio contratará médicos para emergências

O prefeito Eduardo Paes afirmou que irá contratar novos médicos para suprir as emergências dos hospitais estaduais. A contratação dos profissionais foi anunciada na manhã desta terça-feira (27), durante a visita que o prefeito fez ao Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

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A emergência do hospital chegou a fechar por algumas horas na noite de segunda-feira (26) por causa da falta de médicos na emergência.

De acordo com o Secretário estadual de Saúde, Hans Dohmann, que também visitou o hospital nesta terça-feira (27), a contratação dos novos médicos será feita o mais rápido possível.

“A gente vai dar ordem aos trâmites legais, por mais emergencial que seja, há trâmites legais a serem percorridos e temos que resolver a situação da maneira mais imediata possível” argumentou o Secretário.

Dohmann informou que a emergência do Hospital Lourenço Jorge ficou comprometida na noite de segunda-feira (26) por causa da falta de dois médicos cooperativados que não compareceram ao plantão. Segundo o secretário, todas as pessoas que estavam na fila foram atendidas e a unidade está funcionando normalmente nesta terça-feira (27).

Funcionamento normal

A Secretaria estadual de saúde afirma que seis médicos estão no hospital e dão assistência a pacientes que procuram tratamento.

A Secretaria informou ainda que durante a troca de plantão nesta manhã, entre 8h e 8h30, uma pequena fila de pacientes se formou, mas a situação foi rapidamente controlada.

Atendimento precário

Durante a madrugada, pacientes ficaram sem atendimento no hospital. Com a falta de médicos, quem esteve no local foi orientado a procurar outra unidade de saúde.

Uma dona de casa conseguiu chegar até a antessala de atendimento, mas 45 minutos depois da espera, veio a resposta: a filha não pode ser atendida.

“Não tem médico. Agora vou ter que procurar outro hospital”, disse enquanto carregava a filha no colo.

Uma outra criança com febre fez apenas um exame de sangue. A mãe que também estava doente não passou por nenhuma avaliação.

“Ela chegou a fazer. Eu nem fui atendida. Eu cheguei aqui e já fui barrada, nem entrei”, explica a operadora de telemarketing, Tamires Ribeiro Brandão.

A crise no atendimento no fim da noite mobilizou até o secretário de Saúde, que foi ao hospital para saber o que tinha acontecido. De acordo com funcionários, logo depois da troca das equipes, às 19h de segunda-feira (26), apenas três médicos haviam aparecido no trabalho.

Uma hora e meia depois do início do plantão as portas foram fechadas. Para evitar um tumulto maior na emergência, a chefia médica chegou a emitir um comunicado para os Bombeiros e para o Serviço de Atendimento Móvel Médico de Urgência (Samu) para que pacientes graves não fossem levados para o Lourenço Jorge de ambulância.

Minutos após o secretário se reunir com as equipes alguns atendimentos foram agilizados. Mas quem passou pela porta da emergência saiu insatisfeito. É o caso da comerciária Madalena de Oliveira que acompanhava o marido na procura por um ortopedista.

“Ele tomou uma injeção e mandou embora. Só isso. Tem que tirar um raio X. Não tem como tirar raio X”.

Na saída do hospital, o secretário Hans Dohmann chegou a garantir que o atendimento tinha sido normalizado.

“Os médicos que têm vínculo por cooperativa por algum motivo não vieram trabalhar. O importante é que a população tá com seu atendimento garantido. Tá tudo absolutamente dentro do normal. Simplesmente o que houve, na verdade, foi o deslocamento do atendimento do SPA (Serviço de Pronto-Atendimento) para a porta da emergência”, disse o secretário.

Apesar disso, uma ambulância que teve a entrada liberada não demorou muito e precisou sair às pressas a procura de atendimento para o paciente em outro hospital.

Além da falta dos médicos que obrigou o fechamento temporário do Lourenço Jorge, funcionários de uma empresa contratada para fazer a segurança da unidade também deixaram os postos.

De acordo com um funcionário que não quis se identificar, dos oito profissionais escalados apenas um permaneceu no trabalho. Segundo ele, os faltosos protestam pelo atraso dos salários.

“Já vai completar dois meses, sem salário, sem vale transporte, sem ticket refeição”.

Procurada pelo G1 no início da manhã de terça-feira, a assessoria da Secretaria municipal de Saúde negou que pacientes tenham ficado sem atendimento na unidade durante a madrugada, e informou que quem chegou ao Lourenço Jorge recebeu atendimento na grande emergência da unidade. Segundo a assessoria, o motivo da falta dos médicos será investigado nesta terça-feira (27).

Fonte: G1


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