Ronaldo Fenômeno, solução ou problema para o Corinthians??

O episódio do atraso de Ronaldo na volta da folga foi o mais emblemático e chamativo, até agora, de todos aqueles ocorridos na estada do time em Presidente Prudente que deixaram evidente o despreparo do Corinthians em lidar com a estrela Ronaldo.

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Em muitos momentos, o clube tratou a presença do atacante na delegação como um caso extraordinário e que provocou tumultos desnecessários e informações desencontradas.

A delegação não soube lidar com o magnetismo do jogador com os fãs. O atacante saiu e entrou no hotel onde o time está hospedado quase sempre protegido por seguranças. E, a despeito de toda a segurança em torno da delegação, o Corinthians também falhou. Não foi capaz de afastar do elenco garotas de programa.

A reportagem atestou a existência de pelo menos uma hospedada no hotel onde está a delegação do Corinthians e que teve contato direto com os atletas.

Ronaldo, que causa frisson a cada vez que passa perto dos torcedores no saguão, só parou para dar autógrafos e tirar fotos com os torcedores a partir de sexta-feira – coincidentemente só depois de seu atraso na volta da folga.

Antes, passava direto sem parar no lobby. Caso mais emblemático foi sua ida ao jogo da última quarta, quando uma operação toda especial foi montada para levá-lo separadamente ao estádio.

O descobrimento do caso do atraso de Ronaldo na volta da folga causou desencontros de informações simples, como a confirmação ou não de uma entrevista coletiva do presidente do Corinthians, Andres Sanchez, para falar do assunto.

O perfil “boleiro” do presidente do clube também não ajuda na tarefa de administrar a presença do Fenômeno.

Andres não se priva de sair para se divertir acompanhado de seu mais ilustre funcionário. O dirigente já levou o jogador até para ensaios da escola de samba da Gaviões da Fiel, a principal torcida organizada do clube, com quem Andres tem bom relacionamento. O episódio causou constrangimento ao jogador. Ele foi cobrado por torcedor, que declarou que ele deveria treinar em vez de sair à noite.

Andres, no entanto, apenas repetiu o expediente a que está acostumado desde os tempos em que era diretor de futebol durante a parceria do Corinthians com a MSI.

À época o dirigente dava tratamento especial ao maior ídolo do clube, Carlos Tevez, e saía com atletas para “baladas”. Seus companheiros preferidos eram Fininho e Coelho. Todos os percalços em Presidente Prudente deixaram dúvida sobre a validade de levar Ronaldo numa viagem em que ele não iria jogar.

O caso pode até fazer com que o jogador, caso ainda não tenha condições de jogo, não vá para a segunda parte da turnê fora de casa, nos jogos em Itumbiara, pela Copa do Brasil, e o clássico com o Palmeiras, pelo Paulista.

Fonte: UOL


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