Dado Dolabella é libertado após Habeas Corpus

Mais de quatro horas depois de conseguir um habeas corpus, o ator Dado Dolabella, que estava preso na Polinter da Pavuna, no subúrbio, foi solto por volta das 21h desta quarta-feira (18). Ao deixar a prisão, Dado disse acreditar na Justiça e desabafou: “A Justiça tarda, mas não falha. Estou aliviado”.

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Mesmo depois de sair da delegacia, o ator acabou ficando preso no trânsito. Por conta da forte chuva que caiu sobre o Rio, muitas ruas ficaram engarrafadas. Com isso, Dado ficou, pelo menos, 25 minutos no carro com o seus advogados, Michel Assef Filho e Marco Aurélio, em frente à Polinter.

“A juíza entendeu que Dado não descumpriu à ordem judicial, portanto a prisão seria ilegal. Isso seria um constrangimento ilegal contra o Dado. Ele não estava impedido de ir ao camarote da cervejaria, e nem à festa que foi realizada no MAM. Se ele encontrou a Luana foi por acaso”, disse Michel Assef Filho.

O habeas corpus foi concedido por volta das 16h40, mas a chuva também atrasou a chegada do oficial de Justiça à Polinter. Por causa do grande congestionamento, ele chegou a fazer o final do trajeto à pé para chegar mais rápido na delegacia.

Dado foi preso por ter desrespeitado uma decisão do I Juizado de Violência Doméstica do Rio, que determinava que ele deveria se manter a 250 metros de distância da atriz e ex-namorada Luana Piovani. No carnaval, Luana e Dado estavam no mesmo camarote e num baile no Museu de Arte Moderna (MAM).

O advogado Marco Aurélio havia afirmado que seu irmão, o também advogado Michel Assef Filho, havia dado entrada no pedido de reconsideração da prisão do ator Dado Dolabella.

Na segunda-feira (23), segundo os advogados de defesa, Dado vai ter uma audiência no fórum sobre este mesmo processo.

Almoço

Dolabella chegou à Polinter por volta das 10h40, onde passou por uma triagem. Ele almoçou estrogonofe feito por detentos, segundo informou Gilberto di Pierro. No entanto, de acordo com informações da carceragem, foi servida uma quentinha com galinha, berinjela, feijão e arroz.

Ainda segundo informações da Polinter, ele estava numa cela chamada “seguro” onde não havia presos que pertençam a facções criminosas. O local tem cerca de dez metros quadrados e nele havia, além dele, outras 13 pessoas. Segundo o advogado Michel Assef Filho, ele não tinha direito a prisão especial.

Gilberto contou ainda que falou com o irmão e Dado estava tranquilo. O irmão dele chegou a levar algumas peças de roupa, mas na Polinter só é permitido usar camisa de malha, bermuda e chinelo, por questões de segurança dos próprios presos.

‘Atitude infeliz’

O advogado afirmou que se Dado e Luana estiveram no mesmo ambiente, não foi intencional. “Ele procura manter distância da Luana, não quer nem vê-la. isso é um exagero. Ele não é um bandido”, defendeu Assef Filho.

Ele chamou de “atitude infeliz” o gesto do ator de ter posado, no camarote em questão, com uma fita métrica. “Em momento nenhum ele quis ironizar uma decisão judicial. Mas mostrar que a estava cumprindo, a pedido de jornalistas”, afirmou.

Segundo Assef Filho, o pedido de prisão se fundamentou numa petição feita pela defesa de Luana. “Essa providência foi provocada pela suposta vítima”, explica ele, que afirma ainda que fotos de Dado no camarote constam na decisão judicial.

O processo

De acordo com o processo, Dado está também proibido de manter contato com a atriz por qualquer meio de comunicação. Em outubro, Luana prestou queixa contra o ator depois de uma suposta agressão em uma boate na Gávea, na Zona Sul do Rio.

O laudo do exame de corpo de delito do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que a atriz foi agredida. Segundo a delegada Adriana Pereira, o laudo atestou que Luana Piovani sofreu uma lesão leve.

Outra acusação

O ator Dado Dolabella está sendo indiciado também por lesão grave à camareira Esmeralda de Souza, a Esmê, como é conhecida entre os artistas. Segundo o chefe de operações da 15ª DP (Gávea), inspetor Estelita, a polícia recebeu o laudo que atesta que Esmê ficou mais de 30 dias impossibilitada de trabalhar.

A camareira disse ter sido empurrada quando tentava apartar uma briga entre o ator e a atriz Luana Piovani na boate 00, na Gávea, na Zona Sul, no dia 23 outubro. Com o empurrão, a camareira caiu no chão e acabou machucando os punhos, precisando imobilizar os dois braços. Além do laudo, a polícia conta também com uma prova testemunhal, já que a própria atriz confirmou em depoimento à 15ª DP a versão de Esmê.

Fonte: G1


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