Greve de professores no Rio de Janeiro durará até terça-feira

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Os professores da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro decidiram manter a greve pelo menos até a próxima terça-feira (15). A decisão foi tomada durante uma assembleia realizada na tarde desta quinta-feira (10). O governo estadual informou que vai retomar as negociações com os grevistas.

Segundo o Sindicato estadual dos Profissionais de Ensino (Sepe), os professores protestam contra a aprovação o projeto de lei que prevê a incorporação do programa de gratificação Nova Escola aos salários dos funcionários das secretarias de Educação e de Cultura do estado.

Alguns alunos da rede estadual de ensino estão sem aula desde a tarde de terça-feira (8). Segundo a Secretaria estadual de Educação, nesta quinta (9), menos de 1% das escolas está sem aulas.

Projeto de lei

O projeto foi aprovado por unanimidade, com algumas mudanças. Os professores vão continuar a receber 12% de aumento a cada cinco anos de serviço. E a gratificação, incorporada aos salários está mantida em sete vezes, até 2015. A diferença é que agora o valor vai respeitar uma escala, de acordo com o nível do professor.

Como algumas reivindicações não foram atendidas, os professores voltaram nesta quarta à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para um encontro com representantes da Comissão de Educação. Eles querem que seja elaborado um projeto de lei que incorpore ao plano de carreira da categoria todos os professores que trabalham 40 horas por semana e que não têm direito a muitos benefícios.

“Nós esperamos que o governo faça o seu compromisso com o pessoal de 40 horas ainda essa semana e, se possível, diminua o parcelamento. Nós estamos lutando para isso”, afirmou o coordenador do Sepe Sérgio Aurnheimer.

A secretaria estadual de Educação informou que cada escola vai definir o próprio calendário de reposição das aulas perdidas, considerando que não será permitido ultrapassar o limite do dia 23 de dezembro. As escolas devem informar o calendário novo a coordenadoria regional.

Protestos

Professores fizeram o segundo protesto em três dias nesta quinta-feira (10). De acordo com o sindicato, cerca de duas mil pessoas participaram da manifestação, que saiu do Largo do Machado em direção ao Palácio Guanabara, ambos na Zona Sul do Rio.

Segundo o Sepe, os professores tentaram falar com o governador Sérgio Cabral, mas não foram atendidos.

Durante a passeata, professores deram flores a policiais militares.

Confronto com a PM

Durante a votação do projeto, na terça-feira (8), professores entraram em confronto com policiais militares que faziam a segurança da assembleia. Depois da passeata, que saiu da Candelária e foi até a porta da Alerj, policiais jogaram bombas de gás lacrimogêneo e gás de pimenta. Oito pessoas foram feridas, algumas atendidas no departamento médico da Alerj e outras encaminhadas ao Hospital Souza Aguiar.

fonte: g1


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