Como economizar combustível e poluir menos o meio ambiente

Um dia sem carro. Mas e depois? No país em que há 6,9 habitantes por veículo em circulação, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), é impossível imaginar todos os dias sem o transporte a motor.

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Por isso, tão importante quanto deixar o carro na garagem e procurar meios alternativos para se locomover, é aprender a dirigir de forma eficiente. “A responsabilidade de ter um carro mais econômico e menos poluente é 60% dos motoristas”, afirma César Urnhani, piloto de desenvolvimento da Pirelli.

Segundo Urnhani, é possível diminuir o consumo de combustível em até 20% mudando apenas a maneira de dirigir o carro, o que, consequentemente, reduz a quantidade de poluentes jogados na atmosfera. “Se o motorista gasta R$ 500 de combustível por mês, ele pode ter uma economia de R$ 100, o que em um ano significa que ele deixou de ‘queimar’ R$ 1.200 e, mesmo sem a possibilidade de contabilizar, ele também está colaborando com o meio ambiente”.

O primeiro passo é escolher o carro adequado para o perfil do motorista. “O consumidor compra um utilitário-esportivo só para usar no asfalto. Ele nunca pega uma estrada de terra, mas gosta de ter um carro com todos os equipamentos de um off-road, inclusive os pneus, e depois fala que o carro é ‘gastão’, quando, na verdade, ele escolheu o carro errado”. De acordo com o piloto, pneus de uso misto (50% para terra e 50% para o asfalto) quando usados somente em asfalto têm pior desempenho, porque são feitos para produzir mais atrito e ‘grudam’ no piso, o que deixa o carro mais pesado e obriga o motor a trabalhar em rotações muito altas. “Além de escolher um determinado modelo pelo design, potência ou itens de série, é preciso avaliar as reais necessidades de uso”.

O estado e manutenção de alguns componentes do carro também têm interferência direta no consumo de combustível. O primeiro item que merece atenção é a calibragem dos pneus. “Quanto mais próximo os pneus estiverem da calibragem estipulada pelo fabricante, menor será a resistência ao rolamento e o esforço do motor para empurrar o carro que passa a trabalhar em rotações mais baixas e diminui o gasto de combustível”, afirma Urnhani. “Uma pressão de 3 libras por polegada quadrada (lb/pol²) abaixo do recomendado pode aumentar o consumo de 1,5% até 3%, dependendo da medida dos pneus”. É como pedalar uma bicicleta com o pneus murchos, fica muito mais pesada e exige mais força das pernas.

A pressão correta dos pneus está indicada no Manual do Proprietário e na lateral da coluna B ou da porta dianteira. As informações também podem ser encontradas, em certos casos, na tampa do porta-luvas e na tampa do tanque de combustível. “A recomendação e calibrar os pneus a cada 15 dias e verificar o estepe a cada dois meses, lembrando que a calibragem deve ser feita somente com os pneus frios, pois o calor expande o ar e produz uma falsa medição”, diz o piloto de desenvolvimento. “A calibragem é tão importante que desde 2008 os carros nos Estados Unidos saem de fábrica com dispositivo de alerta de pressão baixa, que será obrigatório na Europa até 2012 e acredito que em breve vire regra também no Brasil”.

Evite carregar mais do que precisa. Para cada 45 quilos de peso extra, o consumo pode aumentar cerca de 4%. Leve no porta-malas e dentro do carro somente o necessário e caso o carro tenha bagageiro retire-o se não for usar, evitando que o arrasto aerodinâmico aumente o gasto de combustível.

Antes de acelerar é preciso entender as diferenças entre torque e potência. Toque é a força que faz o carro andar e potência é a velocidade com que ele anda. “Isso significa que no trânsito, para ganhar velocidade, o motorista deve utilizar o câmbio, ao invés de pisar fundo no acelerador”. Segundo Urnhani, o motorista deve fazer as trocas de marchas quando a rotação chegar aos 2.500 rpm, sem pisar mais no acelerador para fazer a mudança. “Se o carro passar dessa rotação já está gastando mais do que o necessário”. Andar com uma marcha alta em baixa velocidade também aumenta o consumo. “Se o motorista andar abaixo de 1.000 rpm, a injeção eletrônica ‘lê’ que o carro vai morrer e manda mais combustível para dentro do motor para que ele continue funcionando”.

Outra atitude eficiente é não andar em altas velocidades. “O motorista que está em uma rodovia a 120 km/h e acelera até chegar a 130 km/h, ganha apenas 10 km/h e perde 30% a mais de combustível”. Quanto maior a pisada no acelerador, maior a queima desnecessária. “Se o condutor vai de 100 km/h a 120 km/h ele gasta quase 50% a mais, por apenas 20 km/h”. De acordo com o piloto de desenvolvimento, os carros de um modo geral têm um consumo adequado até 90 km/h. “Se alguns minutos não vai fazer diferença, prefira andar em velocidades mais baixas, porque a força de resistência do ar aumenta de forma exponencial, exigindo muito mais do motor por um pequeno ganho de velocidade”.

Andar em uma velocidade compatível com o trânsito também contribui para economia de combustível. “Acompanhar o ritmo do trânsito permite que o motorista aviste um sinal fechado à sua frente. Com isso, ele pode diminuir a velocidade gradativamente a tempo que o farol abra e não precise parar o carro completamente”, afirma. Segundo Urnhani, desta forma, o motorista também consegue visualizar veículos mais lentos e escolher outra faixa antes que tenha que frear e reduzir as marchas, diminuindo o anda e para e contribuindo também com o fluxo do trânsito. “Melhor que um dia sem carro, seria poder sair com o carro todo dia e dirigi-lo de forma eficiente”.

Fonte:g1


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