Escritórios da Google são invadidos pela polícia da Coreia do Sul

Dezenas de polícias sul-coreanos entraram pelos escritórios da Google em Seul e apreenderam vários computadores da empresa de internet. O raide- -surpresa vai servir para investigar se a Google violou ou não as leis de privacidade da Coreia do Sul, quando andou fotografando ruas e cidades para o serviço Street View.

street view

“A polícia tem investigado a Google Coreia com a suspeita de que foram recolhidos e armazenados dados de utilizadores de internet não especificados em redes Wi-Fi”, explicou ontem a Agência Nacional de Polícia da Coreia, em comunicado. Ou seja, a polícia sul-coreana quer saber se a recolha inadvertida de dados que pôs a Google em apuros em vários países europeus também aconteceu no país asiático.

A Google não esteve disponível para reagir ao sucedido, mas um porta-voz internacional da empresa confirmou o raide ao “Wall Street Journal”. “Vamos cooperar com a investigação e responder a todas as questões que tenham”, garantiu a fonte.

O Street View é um dos projetos mais polémicos da Google. O alarido começou em Maio, quando as autoridades alemãs questionaram a Google sobre que tipo de informações os seus carros com câmaras andavam recolhendo. Nessa altura, a Google descobriu que tinha capturado dados sobre o tráfego de internet de milhares de cibernautas incautos, que navegavam em pontos Wi-Fi na altura da passagem dos carros Street View. Resultado: a Alemanha lançou uma investigação sobre o caso. Seguiram-se Reino Unido, Irlanda, França, Itália, Espanha, Austrália, Canadá e Nova Zelândia.

A Google acabou por encomendar uma análise a uma empresa externa, para que esta determinasse que dados foram recolhidos e como. O relatório da consultora de segurança Stroz Friedberg determinou que tinham sido recolhidos dados de redes Wi-Fi não encriptadas.

Mas como isto pode ter acontecido acidentalmente? Segundo a explicação da Google, foi por causa da utilização de um pedaço de código velho, escrito em 2006 para listar categorias de dados em redes públicas de Wi-Fi. Este pedaço de código acabou por ser integrado no software da equipa de mobile da Google, responsável pela captura de imagens do Street View. Por isso, à medida que ia fazendo a recolha dos locais onde há pontos de rede Wi-Fi (para incluir essa informação no Google Maps), o sistema armazenou também dados do tráfego de internet naquele momento.

“Temos consciência de que falhámos gravemente”, admitiu na altura Alan Eustace, vice-presidente sénior da divisão de engenharia da Google. De Maio para cá, as autoridades do Reino Unido decidiram não processar a empresa, pois esta comprometeu-se a apagar todos os dados erroneamente recolhidos. Na Alemanha, apesar da investigação, a Google começou a mandar os carros para as ruas esta semana. E em Portugal a situação ainda não está totalmente esclarecida com a Comissão Nacional de Proteção de dados.

Quanto ao raide na Coreia, faz parte da forma de atuar das autoridades locais quando de uma investigação. À Google resta-lhe aguardar os resultados.

Fonte:ionline


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