Video da música “1 minuto” do cantor D’Black é sucesso no YouTube

O cantor carioca D’Black é um dos maiores fenômenos da música brasileira em 2008. Com apenas um disco (“Sem ar”, de 2008), ele já conquistou o primeiro lugar das paradas de música romântica duas vezes, com as músicas “Sem ar” e “1 minuto”. Mas talvez a melhor maneira de medir a popularidade do cantor seja através da internet: no site de vídeos YouTube, o clipe oficial de “1 minuto”, balada cantada por D’Black com Negra Li, somava mais de 11 milhões de visualizações nesta quinta-feira (20).

Veja o vídeo da música:

Se contadas as versões não-oficiais e montagens em vídeo que usam a música como fundo, segundo a Universal, gravadora de D’Black, “Sem ar” já teve mais de 40 milhões de audições. No site da torcida do Corinthians, um dos vídeos mais vistos atualmente é também uma montagem de imagens de jogos do time com a música de D’Black como trilha sonora.

Nem o próprio cantor consegue explicar tanto sucesso. “Só pode ser coisa de Deus, né? Não consigo imaginar outra coisa, e só posso agradecer, sempre”, disse D’Black em uma entrevista.

Filho de cabeleireiros, Vinícius Cardoso, 23, se interessou cedo pelo mundo das artes: “Eu comecei cantando aos dez anos, no coral da escola. Em uma semana, já era solista”, conta, justificando seu talento. Logo passou também à dança de salão, sapateado e jazz. Foi a experiência com dança que permitiu que ele chegasse ao posto de protagonista de“Maré – Uma história de amor”, filme de Lúcia Murat para o qual fez teste para um papel de dançarino e acabou sendo escolhido para interpretar o personagem principal.

Mas música parece ser o foco da carreira de D’Black. Aos 18 anos, o rapaz tentou vaga num de boy band “Broz”, do SBT, e em seguida também participou da seleção do reality show Fama, da Globo. Nenhuma das tentativas deu certo, mas o cantor não se frustrou. “Eu descobri que esse não é o caminho, e resolvi fazer o meu próprio. Peguei uma grana que meu pai estava guardando para comprar um carro e gravei minha demo”, conta, referindo-se ao CD independente “Soul brasileiro”, de 2005.

Como a Mallu Magalhães

Foi desse disco que saiu a música “Sonhar”, que começou a tocar em rádios por todo o Brasil e, segundo o cantor, está fazendo sucesso até em Portugal – tudo graças à internet, onde ele encontrou seu principal canal de divulgação. A própria gravadora descobriu o sucesso do cantor via rede, pesquisando novos talentos. Ao tentar explicar o fenômeno, D’Black diz que é “um exemplo dessa nova geração de artistas que vêm da internet, como a Mallu Magalhães”.

Apesar do início independente, o cantor afirma que não teve problemas em se adaptar à parceria com a sua gravadora. “Eles são ótimos, me dão liberdade total – todas as músicas do meu disco foram compostas por mim ou em parceria”, diz, “E isso é raro para um artista iniciante. Além de tudo, a gravadora, ao invés de comprar as masters do meu trabalho, investiu dinheiro no disco, chamando gente como Lincoln Olivetti para fazer os arranjos”.

D’Black não se assusta com todos os números – na verdade, a grande preocupação dele é estar preparado para a fama. “Estou correndo atrás de montar uma estrutura agora, que me dê apoio. Mas quero fazer uma coisa por vez, com calma”, pondera.

Na alegria e na tristeza

A popularidade-relâmpago de D’Black já faz com que sua obra transcenda seus próprios propósitos. A faixa “1 minuto”, por exemplo, foi inspirada num amigo cuja namorada teve que se mudar do Rio de Janeiro para a Paraíba. Com saudades, queria ligar para a namorada, mas só tinha um minuto de cartão telefônico.

No episódio do seqüestro e da morte da jovem Eloá Pimentel, em Guarulhos, na Grande São Paulo, “1 minuto”, uma das músicas favoritas da garota, foi cantada em clima de luto pelos amigos durante seu enterro, que a escolheram como homenagem final à adolescente.

Com uma letra que diz “por onde quer que eu vá/ Eu vou te levar para sempre/ A culpa não foi sua” e “a distância entre nós não pode separar/ O que eu sinto por você não vai passar”, “1 minuto” também foi entoada pelos amigos da menina Raquel Genofre, morta recentemente em Curitiba, enquanto na internet multiplicam-se os vídeos em homenagem à Eloá que usam a música como trilha.

“Quando você faz uma música, sua expectativa é que ela seja importante para a vida das pessoas”, explica o cantor, falando sobre a mudança de perspectiva da canção. “Se essa música está ajudando as pessoas, eu fico feliz”.


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