Limpe seu nome do SPC, Serasa e volte a ter crédito na praça

Uma promessa que se tornou muito comum na internet mas que ilude muita gente que está desesperada atrás de uma solução mais rápida e simples de limpar seu nome.

Spc/serasa

Veja a reportagem abaixo do g1:

A equipe do Bom Dia Brasil gravou um flagrante desse tipo de golpe em Brasília. O primeiro contato foi por telefone.

Golpista – Eu trabalho só com os órgãos de restrições, só regularização nos órgãos. Quem você deve continua devendo. Eu não sumo com o débito.
Repórter – Mas resolve?
Golpista – Eu trabalho com a regularização de crédito, só que você continua devendo. Se você deve ao açougue do Seu Joaquim, vai continuar devendo lá.
Repórter – No sistema, como é? Tira do sistema, não existe mais no sistema.
Golpista – No sistema, não vai constar. Vai dar nada consta.

Ele pede informações pessoais e referência do interessado. “Você tem que me dar o dinheiro e o seu CPF. O seu nome, seu endereço de trabalho, endereço da sua casa, telefone de trabalho, celular. Tem que saber quem é você, entendeu?”, fala o golpista.

Antes do encontro, em um novo contato telefônico, o golpista afirma que os débitos encontrados são maiores do que ele havia sido informado. A mentira serve de pretexto para tirar mais dinheiro de quem já está endividado.

Golpista – Faço tudo por R$ 4 mil, entrego o seu nome limpo, nada consta.
Repórter – Mas é certeza?
Golpista – Lógico que é certeza.

Um comerciante, que não quis se identificar, acreditou na oferta. Pagou o preço combinado no ano passado e até hoje está com o nome sujo. “No momento do desespero, eu tentei fazer isso com ele. Claro que eu ia negociar com os credores, eu ia pagar tudo, só que naquele momento eu estava precisando levantar um dinheiro e a única forma que eu vi era limpando o meu nome. Aí levantava o dinheiro e pagava os credores todos”, afirma a vítima do golpe.

Para os desavisados de plantão, não caiam nesse golpe que é bem antigo na internet.

“Não existe esse serviço de limpar o nome da pessoa junto a empresa de proteção ao crédito sem que a pessoa faça o efetivo pagamento do crédito. A pessoa pode responder criminalmente e ainda ter que pagar o valor da dívida”, afirma a delegada Ivone Rosseto, da Delegacia de Defraudação e Falsificação (DEF).


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